DOI  10.11606/T.8.2011.tde-13012012-092001
Documento  Tese de Doutorado
Autor  Santos, Alberto Pereira dos (Catálogo USP)
Nome completo  Alberto Pereira dos Santos
Unidade da USP  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Área do Conhecimento  Geografia Humana
Data de Defesa  2011-06-30
Imprenta  São Paulo, 2011
Orientador  Vesentini, Jose William (Catálogo USP)
Banca examinadora
Vesentini, Jose William (Presidente)
Alves, Vicente Eudes Lemos
Fortunato, Elizabeth
Mariano, Neusa de Fátima
Scarlato, Francisco Capuano
Título em português  Geopolítica das igrejas e anarquia religiosa no Brasil. Por uma geoética de apoio mútuo.
 
Resumo em português
 
Esta tese tem como objetivo analisar, de um lado, as relações entre geopolítica e igrejas e, de outro, as relações entre o termo grego anarquia e o crescimento da população crente sem religião no território brasileiro. A palavra igreja é utilizada de modo amplo e genérico (igreja, templo, centro espírita, etc), isto é, toda e qualquer instituição que se constitui como estrutura de poder religioso. A pesquisa identifica principalmente as geopolíticas das igrejas católica e evangélicas, as rivalidades de poderes e influências políticas no território brasileiro que ocorrem através de diversos meios, estratégias ou ações das igrejas, como nas eleições de deputados federais e até de presidente da República como aconteceu em 2010, inclusive com a disputa através dos meios de comunicação, especialmente a televisão e o rádio e no espaço virtual. Revela-se também um processo histórico-cultural de anarquia religiosa, que se dá, por um lado, com o crescimento do contingente de população religiosa sem religião e, por outro, com a existência de populações religiosas não praticantes, católica e evangélica, bem como as desobediências às normas, às doutrinas e às autoridades religiosas. Esse fenômeno está disperso em todo o território brasileiro, abrangendo pessoas de todos os níveis intelectuais, faixas etárias e de todas as classes sociais. Como compreender esta complexa metamorfose do espaço das populações religiosas e das igrejas no Brasil? Essa é a questão central desta tese, cuja análise se fundamenta numa geografia crítica pluralista que dialoga com o pensamento de geógrafos anarquistas, críticos pós-modernos e com a teoria da complexidade, propondo-se ao final deste trabalho uma reflexão sobre geoética.
 
Título em inglês  Geopolitics of churches and religious anarchy in Brazil: for an geo-ethic of mutual suport
 
Resumo em inglês
 
This thesis aims at analyzing, on the one hand, the relationship between geopolitics and churches and, on the other, the relationships between the Greek term anarchy and the increase of the number of believers without a religion in Brazil. The word church is employed here as a broad and general term (church, temple, spiritist centers, etc.), i.e., any institution representing a structure of religious power. This investigation mainly identifies the geopolitics of the Catholic church and Protestant churches, the power-related rivalries, and the political influences across the Brazilian territory that took place in many ways, strategies and church action, such as during the 2010 elections of federal representatives, and even for president, including disputes that used the media especially the television, the radio and virtual space. It is also a cultural-historical process of religious anarchy, which, on the one hand, occurs with the increase of the contingent number of the religious population without religion and, on the other, with the existence of non-practicing - both in the Catholic and in the Protestant - religious populations, besides the disobedience to norms, doctrines and religious authorities. This phenomenon is spread throughout the Brazilian territory, encompassing people of all intellectual ranks, age groups and social classes. How can one understand this complex metamorphosis of religious loci and churches in Brazil? This is the main challenge in this thesis, whose analysis is based on a pluralist critical geography that dialogues with the thought of anarchist geographers, postmodern critics and the theory of complexity, resulting in the proposal of a reflection about geo-ethics.