DOI  10.11606/D.8.2019.tde-20022019-140944
Documento  Dissertação de Mestrado
Autor  Ribeiro Filho, Sebastião Antunes (Catálogo USP)
Nome completo  Sebastião Antunes Ribeiro Filho
Unidade da USP  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Área do Conhecimento  Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades
Data de Defesa  2018-08-24
Imprenta  São Paulo, 2018
Orientador  Moura, Margarida Maria (Catálogo USP)
Banca examinadora
Moura, Margarida Maria (Presidente)
Gouveia, Eliane Hojaij
Iokoi, Zilda Marcia Gricoli
Ribeiro, Lidice Meyer Pinto
Título em português  Tolerância e intolerância religiosa: sua percepção e vivência em espaços e práticas do espiritismo kardecista
 
Resumo em português
 
Tolerâncias e intolerâncias acontecem em qualquer âmbito do convívio social, principalmente no religioso. A presente dissertação aborda uma aproximação ao tema, nos ambientes (centros espíritas) de prática religiosa do espiritismo kardecista. Essa tarefa começa por volta de 2013, quando ainda persistiam e já se avolumavam consideravelmente as situações de intolerância religiosa neste tão múltiplo religioso Brasil, e começa a se consolidar a partir de 2015. Busco explicitar o que é o espiritismo kardecista, sua chegada ao Brasil, como se instala, o surgimento dos primeiros locais de cultos, a sua disseminação, a sua criminalização e a sua luta para se legitimar como religião na sociedade brasileira. Isto feito, apresento a noção do que seja tolerância ou intolerância em sentido lato, restringindo-se, entretanto, ao entendimento no âmbito das Ciências Sociais. Noções e conceitos estabelecidos, descrevo o ambiente de prática, ou seja, a instituição espírita, sua filiação ao órgão representativo, seus ritos, orientações e recomendações. Realizando pesquisas prévias em três centros espíritas para a verificação da existência das intolerâncias e, em seguida, entrevistas com colaboradores desses centros espíritas onde, de maneira mais próxima, tento observar se o discurso da tolerância se confirma na prática. O que se verifica ao final, é a existência de ambas: tolerância e intolerância coexistindo nos centros espíritas, não como forças antagônicas, mas como uma particularidade individual dos estados vivenciais, onde o esforço próprio dos colaboradores voluntários parece ser um dos caminhos que podem ser utilizados no sentido de reduzir, ou até mesmo eliminar, as intolerâncias externas e internas. Ao espírita kardecista cabe a responsabilidade e a disposição para demonstrar se isso é possível ou não, neste seu ambiente.
Título em inglês  Religious tolerance and intolerance: Their perception and experience in spaces of kardecist spiritism
 
Resumo em inglês
 
Tolerances and intolerances happen in any social life sphere, especially in the religious one. This article proposes an approach to the subject, regarding the religious practice of Kardecist spiritism. This task begins around 2013, when the situations of religious intolerance in this so religiously diverse Brazil continue to grow considerably and begin to be consolidated in 2015. I will seek to make explicit what Kardecist spiritualism is, how it came and settled in Brazil, the emergence of the first places of worship, its dissemination, its criminalization and its struggle to legitimize itself as a religion within the Brazilian society. This being done, I will present a notion of what tolerance or intolerance is, in broad sense, while restricting the matter to its sense within the scope of the Social Sciences. Once notions and concepts are established, I will describe the practice environment that is, the spiritism institution , its membership to the representative body, its rites, guidelines and recommendations. I carried out previous research in three spiritist centers aiming at verifying the existence of intolerances and, then, interviews with collaborators of those spiritist centers, when I tried, more closely, to verify if the tolerance discourse is confirmed in practice. What will be seen at the end is the existence of both: tolerance and intolerance coexisting in the spiritist centers not as antagonistic forces, but as an individual particularity of experiential states, where the volunteer collaborators own effort seems to be one of the ways to be used to reduce or even eliminate external and internal intolerance. It is up to the Kardecist spiritist the responsibility and the willing to demonstrate whether this is possible or not in this environment.