E a poesia continua... Eterna gratidão

Na minha mão tenho um segredo
Todos cantam a glória do ser
Mas poucos têm o querer de ver
O que tenho nas mãos

Sei que deveria ter seguido as ondas do mar
Naquele dia chuvoso
Foram se esvaindo meus sonhos
Recordo com emoção quando vi o seu rosto no chão

Chorei como criança com fome e sede
Quando vi você partir nas ondas frias e escuras
Tenho saudades dos tempos de menino
Em minha cidade querida e pobre

Mas rica na natureza
Sol, rios, montanhas e cachoeiras
Não mais quero pensar
Um dia foi meu pai que sofreu com minha fome

De amar e sorrir que nunca soube
Sentir sempre me comove
Agora o que fazer?
Disso quero me redimir

Sei bem o que a vida me espera
Num dia encontro caminho novo
Meu amigo de perto e de longe
Na afinidade da amizade se produz

O que o tempo induz
Amar e sentir ser amado
Na escuridão do universo
Você vem ao meu encontro

Com novo raio a brilhar
E erguer o tempo em vão
E me convidar ao trabalho
De fé se faz a felicidade

De luz se faz o amor
De sonhos se faz o calor
E de momentos
Vivo a eterna gratidão.
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Vade Mécum
Psicografia Raul Franzolin Neto, BH, julho 2015

Fonte: Boletin GEAE 554

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