Discussão no Grupo Espírita Amelie Boudet - Facebook - Coordenador Eric Tavares Pacheco em 22/09/2019

Raul Franzolin Neto No meio científico plágio e autoplágio é considerado algo muito sério. Assim, desenvolveram-se programas (como Turnitin) capaz de analisar o texto em milhões e milhões de dados indicando a porcentagem de semelhança. Num trabalho escolar nos EUA, por exemplo, mais do que 5% de plágio o aluno pode ser expulso da universidade.

O interesse no plágio é utilizar de dados ou texto que ele não produz com finalidade de poder, fama e interesse pessoal. No meio espírita copiar texto de outro é o mesmo processo. Entretanto, não vejo o caso de Divaldo Franco dentro desse processo. Primeiramente, a reportagem mostra casos tão antigos em que algumas frases são consideradas semelhantes entre os dois médiuns Divaldo e Chico. Mas isso não é suficiente para elaborar plágios diante de inúmeras mensagens, livros e textos publicados pelos dois médiuns.

Divaldo jamais precisaria de se enaltecer em busca de fama e poder. Ao contrário, sua vida no Bem Comum é inquestionável. E suas palestras? há plágio também? Creio que já superaram bem mais de 10 mil no mundo todo e seria impossível alguém admitir tanta coisa como utilizando de plágios. Não faz sentido! Ora, uma informação posicionada de outra forma, não é plágio e isso deve mesmo ser feito. Você pesquisa, lê um trabalho, livros, etc. e escreve ou fala com sua própria forma. O plágio ocorre principalmente em copiar e colar. Mas, claro que mudar a ordem das palavras ou substituir alguma, o programa Turnitin indica como plágio. Enfim, não considero ninguém endeusado como se diz no meio espírita, mas não reconhecer a vida de tantos na seara do bem é, no mínimo, falta de sensibilidade. Os dois médiuns Chico e Divaldo, um se complementa com o outro, cada um com uma missão no mesmo caminho da benevolência espírita.

Raul Franzolin Neto  Eric Tavares Pacheco, a vida não é tão simples assim. A evolução espiritual nos mostra que quanto mais evoluímos mais longe ficamos dos sentimentos inferiores como vaidade, orgulho, etc. No caso particular do Divaldo não é um simples assistencialismo. Já imaginou o que é viajar pelo mundo todo até aos mais de 90 anos de idade sem cobrar nada pessoalmente fazendo palestras? creio eu que evidentemente suas despesas sejam pagas. Quantas pessoas foram beneficiadas com essa dedicação? Quantos grupos e casas espíritas se formaram? Suas ações são sinais sim de grande evolução espiritual. Assistencialismo é se doar sem pensar em receber nada em troca. Isso é o maior desafio do ser humano muito bem esclarecido pela doutrina espírita. Erros sempre ocorrem e são corrigidos ao longo do tempo pelo próprio ser, mas certamente muito longe ainda estamos da perfeição ou de espíritos puros pelo simples fato de estarmos encarnados. Somente Cristo é o maior exemplo a ser seguido. O espiritismo nos mostra que cada pessoa que se sentir bem pela ajuda recebida, gravará o mérito em quem a beneficiou. Enfim quem somos nós para avaliarmos corretamente tudo o que vemos?

Raul Franzolin Neto  A carta que Chico escreveu foi por ele mantida em segredo por muito tempo e ele mesmo sabia da polêmica que iria acontecer depois de sua divulgação. Isso mostra a seriedade que o assunto deve ser tratado envolvendo os detalhes dos fatos e não como uma ação intempestiva condenatória.


Sobre o autor

Raul Franzolin Neto: nasceu em Botucatu-SP e desenvolveu sua infância e adolescência em Itatinga-SP. Formou-se Médico Veterinário e tornou-se Professor Titular e pesquisador da USP. Escritor e médium espírita foi o fundador do primeiro grupo espírita da internet, o GEAE - Grupo de Estudos Avançados Espíritas. Atualmente é o editor principal e webdesigner da página do GEAE.